sábado, 31 de julho de 2010

sem titulo

eu vou fazer coisas que nao quero
e implorar por moedas
só pra nao me sentir menos triste
mas nao vai adiantar
nunca adianta eu sei
mas ainda sim o faço
porque devo ser idiota
ou porque devo me odiar
para me fazer tao mal

eu vou fazer coisas que nao quero
e fingir estar tudo bem
eu vou deixar pra la até esquecer
e me perguntar como teria sido
se eu tivesse feito alguma coisa
mas vou deixar pra la
porque é isso que eu faço
eu desisto

eu vou fazer coisas que nao quero
pra esquecer
mesmo que minha vontade
era de pedir desculpas
mesmo que eu nao sabia ao certo
que heresia cometi
ou porque...
ah sei la, foda-se

terça-feira, 6 de julho de 2010

estar sobrio

estar sobria é suar 300 litros
e ainda sim tremer de frio
é comer 300 kilos de açucar
e me debater de insonia e arrepios
e desesperar e lutar contra 350 mil demonios

estar sobria é se sentar impaciente
é ter medo do tempo
das proximas 300 horas
por nao saber como as ocupar
estar sobria é ter medo de viver

estar sobria e se perguntar e agora?
porque ponho tudo a perder?
e se arrepender 300 vezes
e nao ter como se redimir
é se render 300 vezes
com medo de reincidir

estar sobria e tremer e suar
e ter um turbilhao fudido na sua cabeca
e ter aquele embolo subindo
do seu estomago até o seu peito
estar sobria é querer morrer

mas eu consigo
eu estou pronta pra vencer o
demonio que fez isso comingo

estar sobria é me ajoelhar 300 vezes
para pedir perdao
e nao me perdoar
por ser ridicula
por ser egoista
por que das criaturas fui a mais vigaristas

estar sobria é estender as maos 300 vezes
sem nada parar me agarrar
e compreender que é assim mesmo
que a vida é isso mesmo
e isso nunca vai mudar
e eu nao vou me perdoar
por das criatutas ter sido a mais ridicula

mas eu consigo
estou pronta para vencer
o demonio que fez isso comigo


ps: o caminho é grande
mas esse é o inicio

segunda-feira, 31 de maio de 2010

choro porque sou boba
porque nao posso mudar as coisas nem as pessoas
porque nao paro de me fazer mal atoa
e acredito nessas suas idiotes
e acredito que vai ser diferente
nao posso continuar com isso
cada vez que te dou uma chance
eu nego uma chance a mim mesma

choro porque sou boba
porque devo estar louca
ou qualquer coisa do tipo
eu devo ter perdido o juizo
para me submeter a isso
eu berro nao mas em algum lugar
eu tenho uma inocencia idiota
que espera que voce mantenha a palavra

choro porque sou ridicula
nao quero mais olhar a tua cara
nem proferir o teu nome
nao quero mais acreditar
nessas tuas mentiras infames
porque isso ja aconteceu tantas outras vezes
tantas outras repeticoes
tantas outras distracoes
tantos outros contratempos
pra mim. chega disso.
nao tenho forcas pra me submeter a crueldades desse tipo

choro porque nao tenho vergonha na cara
porque se tivesse vergonha
nao fazia isso cmg
nao abanava o meu rabo pra voce
com o entusiasmo de uma crianca
idiota eu, sim sou
cansei disso.

domingo, 30 de maio de 2010

voce faz um drama tao barato pra chamar a atencao.
e funciona
todo mundo abana o rabo
eu fico triste como uma idiota
porque tenho as maos atadas
porque nao compreendo suas atitudes
nunca vou saber da verdade
nem entender tua crueldade.
porque menino... isso n se faz
n com quem sente saudades
eu juro que tentei fazer tudo certo
mas dessa vez nao foi eu quem estragou tudo
voce construiu um muro a sua volta
e nem tem intencao de quebrar
perdi as palavras
essa tristesa nao se descreve com nada.
nao eh justo da sua parte

terça-feira, 25 de maio de 2010

porra,

meu deus, quanta besteira
eu te apavoro com a verdade que eu inventei e voce foge como o diabo da cruz
tento controlar minhas vontades, minha necessidades infames
de fazer cara de idiota quando te olho
faz bem em sumir nesse teu nada
teu nada misterioso e estranho que nao compreendo e nem acredito
pergunto demais? sim
bebo demais ? tambem
mas isso porque tento ter entusiasmo pela vida
porque tudo me interessa e nada me satisfaz
porque eu carrego tempestades nos olhos
e o mundo sob meus pés...
porra,  esse mes faz 1 ano e 2 meses
que nunca nada foi tao magico
quando eu me enfiava no armario dele pra me esconder
e acordava ao lado dele como a garota mais feliz do planeta
e me abestalhava a tinta na pele dele e as cicatrizes em seus pulsos
quando discutiamos por nada e nos espapeavamos
e tinhamos os pulsos cortados e tempestades bebadas  nos olhos.
ah. besteira. isso eh passado
eu nunca mais vou olhar ninguem com essa cara, eu sei disso
nunca vou abanar meu rabo pra ninguem daquela forma, eu sei disso
eu nunca vou me despencar e me desesperar e chorar por ninguem daquela forma, sei disso
porra.. nem sei pq entrei nesse assunto. tava falando sobre outra coisa
outra pessoa
acho que soh n quero que aconteca de novo
que percamos o fio da meada
e entao deixamos tudo pra la por muito pouco ou quase nada
ja nao tenho disposicoes pra isso
MEU CORACAO NECESSITA DE UM NITCHO QUE ME SEJA COMPATIVEL.

sábado, 17 de abril de 2010

queria amarrar minhas maos atras das costas.. só pra nao te ligar, nao te perturbar, nao te acordar... queria te dizer pra deixar pra la.. porque gosto de voce igual senao mais. só que nao consigo falar.
desculpa meu mal jeito pra vida. o fato de minha fala ser incompativel com teus ouvidos.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Parte V

Talvez eu nao devesse mais tocar no assunto
mas fui infantilmente tomada por aquela vontade
de escrever um livro sobre tua cara no escuro
e todos os pensamentos que tive
quando minha unica vontade
era te jogar da cadeira
mas nao o fiz
porque nao seria justo
nem com voce, nem comigo
porque é pretensao demais da minha parte
querer compreender as tuas tempestades
e intemrromper esse teu percursso longo
de atravessar desertos.

Besteira minha,
gracas ao fato de ser niilista
ja esqueci todos os "ses,
os "porques" e o "talvez,
que por um segundo quase
me fizeram perder a razao.
estou velha demais parar destruir as coisas
que com tanto esforco construi...
quase destrui e desmoronei
pela minha vontade louca de tocar tua cara bebada
e infeliz
e nao dizer nenhuma só palavra...

porque nao nos lembraremos
nem lamentaremos
e nao falaremos sobre isso
por medo
por vergonha
ou porque estavamos bebados demais
ou porque talvez nao fosse o dia
para se falar sobre isso
nao enquanto eu tentava ignorar tua cara no escuro
melhor ainda,
só porque deixamos pra la.

 - só quero um beijo,
nao quero casar com voce -
essa foi a frase que fudeu tudo,
nem faz sentido falar sobre isso
prefiro nao correr o risco
para nao me dar ao perigo
porque talvez fique estranho
e obvio
mas a partir de agora
somos oficialmente inimigos


ParteVI

Talvez fosse a chuva
ou o alcool
ou a solidao desse meu pedestal
cai na besteira de falar teu nome
e tentar me justificar de mim mesma
cai na besteira de ouvir atentamente
sobre tuas tempestades
as tuas atrocidades
e quase pude sentir o cheiro
que teria se fosse eu a vitima da tua crueldade
porque eu tambem ja fiz tudo errado
e abanei o meu rabo
e estava tao desesperada
que nao pudia evitar me fazer mal

odeio essa minha obcessao
sobre tua cara no escuro
sobre minha vontade
de te jogar contra o muro
e te estapear
entao voce ia me segurar
forte pelo pulso
e me odiar
ia achar que enlouqueci
e viraria as costas
e eu tenho tanta certeza que nem
precisaria acontecer
para que eu pudesse sentir raiva de voce.


parte VII

É solitario, mas é tudo que tenho
e quando me sinto assim
quase posso te ver
na solidao decadente
que eu te inventei
pra nao me sentir tao só
e esse sentimento platonico
e invisivel é o que me mantem aquecida
nas madrugadas mais vazias
sou assim mesmo...
eu preciso de fantasia

Nao foi só por isso
mesmo que tenha sido tambem por isso
bebi 10 copos de vinho tinto
e nao encontrei nenhum inimigo
odeio isso
a ausencia do fantantasma que eu inventei
teu nome que jamais me susurrará falacias.



Parte VIII

Agora que minha vida é outra
eu nao deveria continuar
com essa minha idealizacao de pessoas
para me sentir menos só
eu deveria sair por aquela porta
e descer do meu pedestal
derrubar o muro que construi ao meu redor...

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

é diferente quando se adoece e esta so
a solidao do ridiculo que nao se olha no espelho
de quem cedo perdeu o jeito pra vida
de quem nadou, esperniou e lutou
e ainda sim morreu na praia.

é diferente quando se adoece mendigo
e encara o mundo como inimigo
por nao suportar a si proprio
quando nao se pode ser levado a serio
quando se adoece pra sempre
ou ja se nasceu doente

estive os ultimos trezendos anos nesse quarto
sem levantar da cama, por medo
sem abrir os olhos, por medo
sem acender a luz, por medo
do que posso encontrar quando olhar pra mim mesma
porque era eu o demonio feio no espelho

eu me afastatei do mundo inteiro
por medo do ridiculo
e fiz da impessoalidade um artificio
quanta besteira
eu sempre ardo na fogueira
por nunca satisfazer meu espirito
e bato a cabeca contra parece
mas vivo
porque seguir eh foda
mas é preciso.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

parte I

tentei ser forte
manter o foco
mas tirei a tua roupa com os olhos
e dei aos ratos do ter quarto
esse empenho barato me salva
mas nao me anima
eu causo a minha ruina
e digo que nao importa

quero minhas maos sob tuas costas
por tudo a perder em uma fracao de hora
quero dar a entender
que a minha vaidade mais futil
gera essa minha necessidade inutil
de me apoderar das tuas tempestades
e te jogar no chao

adoro essa cara inexpressiva
de quem cedo perdeu tudo na vida
e ve os dias em tons de cinza
de quem tambem sabe
que tudo vai dar errado
independente da tentativa
eu me sinto tao ridicula
e isso nao vai mudar
independete do que eu faça
ou diga

nao sei como
fingir nao compreender
os teus olhos...
nem como
nao me sentir desonesta
por isso.
mesmo que eu peça desculpas
nada vai fazer sentido
seguir adiante é foda,
mas é preciso


parte II

quem sabe um dia eu entenda
coisas sobre gente desse tipo
gente do meu tipo
que estraga tudo por vicios bobos
que transforma tudo em um jogo
e aperta os olhos fortes em um gole grande
depois diz nao querer pensar em nada disso
eu ignorei as minhas vontades
e procurei a minha salvacao
mas ela nunca existiu
nao existe
mesmo assim eu aperto forte os meus olhos
e sigo


parte III

eu poderia ter escrito um livro
sobre a tua cara no escuro
e todos os pensamentos que tive
quanto minha unica vontade
era te derrubar da cadeira
e achar graca
mas quando tudo que fiz
foi passar adiante
e fingir que podia suportar
minhas tempestades
 e eu quase pude
mas o cramulhao da desgraca espetava minha bunda com o tridente

ha 4 dias nao acendo a luz
talvez nunca tenha acendido
a claridade me assusta
como se eu ficar em silencio escondida
eu possa apagar as coisas que tenho sentido
essa sensacao horrivel
em algum lugar entre o coracao e o estomago

quero quenbrar o espelho e cortar os pulsos com os cacos
e só nao o faço porque ja o fiz
e nao obtive eficacia
sinto um cansaco tao grande
que hoje nao me lembro mais
de como era antes
de quem eu era antes
do que vivi antes
de estar cansada demais
para lutar com meus demonios
eu desmorono e me rendo
aos meus insucessos
e queimo no inferno todos os dias
por nao me vencer

eu poderia ter escrito um filme sobre isso
sobre a posicao dos teus bracos
jogados para o lado direito
sobre tuas pernas esticadas
sobre teu medo infeliz
de quem nao sabe o que faz
e essa sua transparencia obvia
de quem nem se deu ao trabalho de fingir

 parte IV

para que eu me dou ao trabalho
de justificar o injustificavel?
para que eu perco meu tempo
com algo tao inviavel?
porque eu tambem nao me sento
e me escondo em meu cansaso?
porque preciso estar sempre
em descompasso?

verdade fernando,
nunca soube da vida
quem nao tomasse porrada.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

tudo se tornou irreverversivel a essa hora
a biologia eh o que menos importa e nao pode influenciar a forma
com que lidamos uns com os outros
estamos desonestos e egoistas e isso me envergonha um pouco
muito mais por voces
que ja passaram da idade
do que por mim
porque na minha camisa de forca psiquiatrica
eu sinto que tenho o aval para ser desonesta
tenho tanta vontade de ir pra casa
mas nao sei aonde fica.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

nao seria justo da minha parte
se eu viesse agora e te pedisse desculpas
para que revogasse minha culpa
para que compreendesse as tempestades nos meus olhos
para que perdoasse meu coracao
por ter um batimento descompassado
nao estou em posicao para ser desonesta
pois ainda preciso me olhar no espelho
e enfrentar o demonio sadico e feio que mora la
e por mais que eu jure ao contrario
vai soar como desrespeito, desleixo ou falta de jeito
tento me manter firme
mas o demonio berra alto (tanto faz)

ja nao me sinto como antes
nossas maos se tornaram distantes
e talvez esse abismo tenha se tornado grande demais
eu ate que avisei
mas minhas palavras nao pareceram importantes
tenho o temperamento inconstante e estabilidades me apavoram
nao pareceu relevante
eu me apavorei, e surtei, e corri como sempre faco
mas nao sei se seria justo pedir perdao
nem com voce, nem comigo
nem sei se um dia serei uma criatura de juizos
queria poder dar um jeito,
que pudesse ser diferente
sinceramente nao sei
só essa manha pude perceber o peso da palavra nunca
nao gostei
e mais uma vez o deminio do meu espelho berrou (tanto faz)

eu tenho aptidao para burradas
nunca neguei
para me criar ciladas
mas nao se sinta em posicao de apontar
esse teu dedo sujo na minha direcao
e me julgar assim tao facil
eu tenho tempestades nos olhos
e uma pedra grande convenientemente
colocada no vao por onde se arrastam os sonhos
ja nao me sinto como antes
estou ridicula e frustrada
e nada do que seja digo podera impedir a agulha de atravessar a minha pele
e estampar no meu corpo a sepultura
de outro pedaco de mim
(meus animais - como zaratustra-
pra eu nao me esquecer de minha caverna,
nem do que me aguarda la fora)
nao sei porque tem que ser sempre tao dificil

seu silencio me enlouquece
mas tambem me sinto silenciosa
e desgostosa por ter avisado tantas vezes
nao estou justificando uma coisa na outra
mesmo porque odeio isso
mas gente do meu tipo é assim mesmo
infantil e bebada
e se submeter e jogar com o perigo
digo isso porque ja cometi esse mesmo erro mil vezes
e sempre me arrependi
mas juntei os cacos e sobrevivi
por isso confesso que nao tive a intencao de ser cruel
mas nao sei se isso importa
se no fim acabei parecendo cruel

o ceu esteve cinza nos ultimos dias
as cinzas do meu corpo entediam o cenario da vida
agora que ja sou outra eu digo
que cada vez que eu morro
eu perco o entusiasmo pela vida
sinto-me tao niilista
e isso nem importa
nao sei se tenho forca para te olhar nos olhos
e falar sobre as coisas que me incomodaram
e sobre como eu sofri por ter me acostumado
com suas maos ao redor dos meus ombros
acho que estar tao proximo foi errado...

mais uma vida distante
nao sei como vai sei daqui em diante
mas pretendo apoiar meus joelhos
em nichos mais aceitaveis
sou uma criatura de tempestades...