é diferente quando se adoece e esta so
a solidao do ridiculo que nao se olha no espelho
de quem cedo perdeu o jeito pra vida
de quem nadou, esperniou e lutou
e ainda sim morreu na praia.
é diferente quando se adoece mendigo
e encara o mundo como inimigo
por nao suportar a si proprio
quando nao se pode ser levado a serio
quando se adoece pra sempre
ou ja se nasceu doente
estive os ultimos trezendos anos nesse quarto
sem levantar da cama, por medo
sem abrir os olhos, por medo
sem acender a luz, por medo
do que posso encontrar quando olhar pra mim mesma
porque era eu o demonio feio no espelho
eu me afastatei do mundo inteiro
por medo do ridiculo
e fiz da impessoalidade um artificio
quanta besteira
eu sempre ardo na fogueira
por nunca satisfazer meu espirito
e bato a cabeca contra parece
mas vivo
porque seguir eh foda
mas é preciso.
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
parte I
tentei ser forte
manter o foco
mas tirei a tua roupa com os olhos
e dei aos ratos do ter quarto
esse empenho barato me salva
mas nao me anima
eu causo a minha ruina
e digo que nao importa
quero minhas maos sob tuas costas
por tudo a perder em uma fracao de hora
quero dar a entender
que a minha vaidade mais futil
gera essa minha necessidade inutil
de me apoderar das tuas tempestades
e te jogar no chao
adoro essa cara inexpressiva
de quem cedo perdeu tudo na vida
e ve os dias em tons de cinza
de quem tambem sabe
que tudo vai dar errado
independente da tentativa
eu me sinto tao ridicula
e isso nao vai mudar
independete do que eu faça
ou diga
nao sei como
fingir nao compreender
os teus olhos...
nem como
nao me sentir desonesta
por isso.
mesmo que eu peça desculpas
nada vai fazer sentido
seguir adiante é foda,
mas é preciso
parte II
quem sabe um dia eu entenda
coisas sobre gente desse tipo
gente do meu tipo
que estraga tudo por vicios bobos
que transforma tudo em um jogo
e aperta os olhos fortes em um gole grande
depois diz nao querer pensar em nada disso
eu ignorei as minhas vontades
e procurei a minha salvacao
mas ela nunca existiu
nao existe
mesmo assim eu aperto forte os meus olhos
e sigo
parte III
eu poderia ter escrito um livro
sobre a tua cara no escuro
e todos os pensamentos que tive
quanto minha unica vontade
era te derrubar da cadeira
e achar graca
mas quando tudo que fiz
foi passar adiante
e fingir que podia suportar
minhas tempestades
e eu quase pude
mas o cramulhao da desgraca espetava minha bunda com o tridente
ha 4 dias nao acendo a luz
talvez nunca tenha acendido
a claridade me assusta
como se eu ficar em silencio escondida
eu possa apagar as coisas que tenho sentido
essa sensacao horrivel
em algum lugar entre o coracao e o estomago
quero quenbrar o espelho e cortar os pulsos com os cacos
e só nao o faço porque ja o fiz
e nao obtive eficacia
sinto um cansaco tao grande
que hoje nao me lembro mais
de como era antes
de quem eu era antes
do que vivi antes
de estar cansada demais
para lutar com meus demonios
eu desmorono e me rendo
aos meus insucessos
e queimo no inferno todos os dias
por nao me vencer
eu poderia ter escrito um filme sobre isso
sobre a posicao dos teus bracos
jogados para o lado direito
sobre tuas pernas esticadas
sobre teu medo infeliz
de quem nao sabe o que faz
e essa sua transparencia obvia
de quem nem se deu ao trabalho de fingir
parte IV
para que eu me dou ao trabalho
de justificar o injustificavel?
para que eu perco meu tempo
com algo tao inviavel?
porque eu tambem nao me sento
e me escondo em meu cansaso?
porque preciso estar sempre
em descompasso?
verdade fernando,
nunca soube da vida
quem nao tomasse porrada.
tentei ser forte
manter o foco
mas tirei a tua roupa com os olhos
e dei aos ratos do ter quarto
esse empenho barato me salva
mas nao me anima
eu causo a minha ruina
e digo que nao importa
quero minhas maos sob tuas costas
por tudo a perder em uma fracao de hora
quero dar a entender
que a minha vaidade mais futil
gera essa minha necessidade inutil
de me apoderar das tuas tempestades
e te jogar no chao
adoro essa cara inexpressiva
de quem cedo perdeu tudo na vida
e ve os dias em tons de cinza
de quem tambem sabe
que tudo vai dar errado
independente da tentativa
eu me sinto tao ridicula
e isso nao vai mudar
independete do que eu faça
ou diga
nao sei como
fingir nao compreender
os teus olhos...
nem como
nao me sentir desonesta
por isso.
mesmo que eu peça desculpas
nada vai fazer sentido
seguir adiante é foda,
mas é preciso
parte II
quem sabe um dia eu entenda
coisas sobre gente desse tipo
gente do meu tipo
que estraga tudo por vicios bobos
que transforma tudo em um jogo
e aperta os olhos fortes em um gole grande
depois diz nao querer pensar em nada disso
eu ignorei as minhas vontades
e procurei a minha salvacao
mas ela nunca existiu
nao existe
mesmo assim eu aperto forte os meus olhos
e sigo
parte III
eu poderia ter escrito um livro
sobre a tua cara no escuro
e todos os pensamentos que tive
quanto minha unica vontade
era te derrubar da cadeira
e achar graca
mas quando tudo que fiz
foi passar adiante
e fingir que podia suportar
minhas tempestades
e eu quase pude
mas o cramulhao da desgraca espetava minha bunda com o tridente
ha 4 dias nao acendo a luz
talvez nunca tenha acendido
a claridade me assusta
como se eu ficar em silencio escondida
eu possa apagar as coisas que tenho sentido
essa sensacao horrivel
em algum lugar entre o coracao e o estomago
quero quenbrar o espelho e cortar os pulsos com os cacos
e só nao o faço porque ja o fiz
e nao obtive eficacia
sinto um cansaco tao grande
que hoje nao me lembro mais
de como era antes
de quem eu era antes
do que vivi antes
de estar cansada demais
para lutar com meus demonios
eu desmorono e me rendo
aos meus insucessos
e queimo no inferno todos os dias
por nao me vencer
eu poderia ter escrito um filme sobre isso
sobre a posicao dos teus bracos
jogados para o lado direito
sobre tuas pernas esticadas
sobre teu medo infeliz
de quem nao sabe o que faz
e essa sua transparencia obvia
de quem nem se deu ao trabalho de fingir
parte IV
para que eu me dou ao trabalho
de justificar o injustificavel?
para que eu perco meu tempo
com algo tao inviavel?
porque eu tambem nao me sento
e me escondo em meu cansaso?
porque preciso estar sempre
em descompasso?
verdade fernando,
nunca soube da vida
quem nao tomasse porrada.
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