tudo se tornou irreverversivel a essa hora
a biologia eh o que menos importa e nao pode influenciar a forma
com que lidamos uns com os outros
estamos desonestos e egoistas e isso me envergonha um pouco
muito mais por voces
que ja passaram da idade
do que por mim
porque na minha camisa de forca psiquiatrica
eu sinto que tenho o aval para ser desonesta
tenho tanta vontade de ir pra casa
mas nao sei aonde fica.
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
nao seria justo da minha parte
se eu viesse agora e te pedisse desculpas
para que revogasse minha culpa
para que compreendesse as tempestades nos meus olhos
para que perdoasse meu coracao
por ter um batimento descompassado
nao estou em posicao para ser desonesta
pois ainda preciso me olhar no espelho
e enfrentar o demonio sadico e feio que mora la
e por mais que eu jure ao contrario
vai soar como desrespeito, desleixo ou falta de jeito
tento me manter firme
mas o demonio berra alto (tanto faz)
ja nao me sinto como antes
nossas maos se tornaram distantes
e talvez esse abismo tenha se tornado grande demais
eu ate que avisei
mas minhas palavras nao pareceram importantes
tenho o temperamento inconstante e estabilidades me apavoram
nao pareceu relevante
eu me apavorei, e surtei, e corri como sempre faco
mas nao sei se seria justo pedir perdao
nem com voce, nem comigo
nem sei se um dia serei uma criatura de juizos
queria poder dar um jeito,
que pudesse ser diferente
sinceramente nao sei
só essa manha pude perceber o peso da palavra nunca
nao gostei
e mais uma vez o deminio do meu espelho berrou (tanto faz)
eu tenho aptidao para burradas
nunca neguei
para me criar ciladas
mas nao se sinta em posicao de apontar
esse teu dedo sujo na minha direcao
e me julgar assim tao facil
eu tenho tempestades nos olhos
e uma pedra grande convenientemente
colocada no vao por onde se arrastam os sonhos
ja nao me sinto como antes
estou ridicula e frustrada
e nada do que seja digo podera impedir a agulha de atravessar a minha pele
e estampar no meu corpo a sepultura
de outro pedaco de mim
(meus animais - como zaratustra-
pra eu nao me esquecer de minha caverna,
nem do que me aguarda la fora)
nao sei porque tem que ser sempre tao dificil
seu silencio me enlouquece
mas tambem me sinto silenciosa
e desgostosa por ter avisado tantas vezes
nao estou justificando uma coisa na outra
mesmo porque odeio isso
mas gente do meu tipo é assim mesmo
infantil e bebada
e se submeter e jogar com o perigo
digo isso porque ja cometi esse mesmo erro mil vezes
e sempre me arrependi
mas juntei os cacos e sobrevivi
por isso confesso que nao tive a intencao de ser cruel
mas nao sei se isso importa
se no fim acabei parecendo cruel
o ceu esteve cinza nos ultimos dias
as cinzas do meu corpo entediam o cenario da vida
agora que ja sou outra eu digo
que cada vez que eu morro
eu perco o entusiasmo pela vida
sinto-me tao niilista
e isso nem importa
nao sei se tenho forca para te olhar nos olhos
e falar sobre as coisas que me incomodaram
e sobre como eu sofri por ter me acostumado
com suas maos ao redor dos meus ombros
acho que estar tao proximo foi errado...
mais uma vida distante
nao sei como vai sei daqui em diante
mas pretendo apoiar meus joelhos
em nichos mais aceitaveis
sou uma criatura de tempestades...
se eu viesse agora e te pedisse desculpas
para que revogasse minha culpa
para que compreendesse as tempestades nos meus olhos
para que perdoasse meu coracao
por ter um batimento descompassado
nao estou em posicao para ser desonesta
pois ainda preciso me olhar no espelho
e enfrentar o demonio sadico e feio que mora la
e por mais que eu jure ao contrario
vai soar como desrespeito, desleixo ou falta de jeito
tento me manter firme
mas o demonio berra alto (tanto faz)
ja nao me sinto como antes
nossas maos se tornaram distantes
e talvez esse abismo tenha se tornado grande demais
eu ate que avisei
mas minhas palavras nao pareceram importantes
tenho o temperamento inconstante e estabilidades me apavoram
nao pareceu relevante
eu me apavorei, e surtei, e corri como sempre faco
mas nao sei se seria justo pedir perdao
nem com voce, nem comigo
nem sei se um dia serei uma criatura de juizos
queria poder dar um jeito,
que pudesse ser diferente
sinceramente nao sei
só essa manha pude perceber o peso da palavra nunca
nao gostei
e mais uma vez o deminio do meu espelho berrou (tanto faz)
eu tenho aptidao para burradas
nunca neguei
para me criar ciladas
mas nao se sinta em posicao de apontar
esse teu dedo sujo na minha direcao
e me julgar assim tao facil
eu tenho tempestades nos olhos
e uma pedra grande convenientemente
colocada no vao por onde se arrastam os sonhos
ja nao me sinto como antes
estou ridicula e frustrada
e nada do que seja digo podera impedir a agulha de atravessar a minha pele
e estampar no meu corpo a sepultura
de outro pedaco de mim
(meus animais - como zaratustra-
pra eu nao me esquecer de minha caverna,
nem do que me aguarda la fora)
nao sei porque tem que ser sempre tao dificil
seu silencio me enlouquece
mas tambem me sinto silenciosa
e desgostosa por ter avisado tantas vezes
nao estou justificando uma coisa na outra
mesmo porque odeio isso
mas gente do meu tipo é assim mesmo
infantil e bebada
e se submeter e jogar com o perigo
digo isso porque ja cometi esse mesmo erro mil vezes
e sempre me arrependi
mas juntei os cacos e sobrevivi
por isso confesso que nao tive a intencao de ser cruel
mas nao sei se isso importa
se no fim acabei parecendo cruel
o ceu esteve cinza nos ultimos dias
as cinzas do meu corpo entediam o cenario da vida
agora que ja sou outra eu digo
que cada vez que eu morro
eu perco o entusiasmo pela vida
sinto-me tao niilista
e isso nem importa
nao sei se tenho forca para te olhar nos olhos
e falar sobre as coisas que me incomodaram
e sobre como eu sofri por ter me acostumado
com suas maos ao redor dos meus ombros
acho que estar tao proximo foi errado...
mais uma vida distante
nao sei como vai sei daqui em diante
mas pretendo apoiar meus joelhos
em nichos mais aceitaveis
sou uma criatura de tempestades...
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